Como criar um sitemap XML no WordPress
Por Pablo Murad. Atualizado em
Na maioria dos casos você não precisa criar nada. Desde a versão 5.5, o WordPress publica sozinho um sitemap XML em /wp-sitemap.xml. Se você usa o Yoast SEO ou o Rank Math, o plugin o substitui pelo dele, em /sitemap_index.xml. Nos dois casos, abra o endereço, confira o que está listado e envie essa única URL ao Google.
O sitemap que o WordPress já gera
O núcleo do WordPress monta o arquivo sob demanda, então não há nada para enviar nem para atualizar. Acesse https://seusite.com.br/wp-sitemap.xml. Você verá um índice que aponta para sitemaps separados de posts, páginas, outros tipos de post públicos, taxonomias como categorias e tags, e usuários. Cada um desses arquivos lista até 2.000 URLs por padrão, então um site maior ganha várias páginas por tipo. O anúncio do WordPress 5.5 (em inglês) descreve o recurso e os filtros que o alteram.
Duas coisas impedem que ele apareça. A primeira é a opção "Evitar que mecanismos de busca indexem este site", em Configurações, Leitura: enquanto ela está ligada, o núcleo não publica o sitemap. A segunda é um plugin que assume o trabalho, tema da próxima seção.
Yoast SEO e Rank Math
Os dois plugins publicam o próprio índice em /sitemap_index.xml e desligam o sitemap do núcleo, então o /wp-sitemap.xml deixa de funcionar com o plugin ativo. Eles permitem escolher quais tipos de post e taxonomias entram e deixam de fora o conteúdo que você marca como noindex. Escolha uma fonte e envie só ela. Dois sitemaps concorrentes para as mesmas páginas deixam o relatório do Search Console mais difícil de ler.
Para usar o sitemap do núcleo sem o do plugin, desligue o recurso de sitemap nas configurações do plugin. Para fazer o contrário e desligar o do núcleo, acrescente esta linha ao functions.php do tema ou a um plugin pequeno:
add_filter( 'wp_sitemaps_enabled', '__return_false' );Avise o Google onde ele está
Com o núcleo do WordPress, o endereço do sitemap entra no robots.txt virtual que o WordPress serve, a não ser que exista um arquivo robots.txt físico na pasta do site. Nesse caso, acrescente a linha você mesmo:
Sitemap: https://www.example.com/wp-sitemap.xmlDepois envie a URL no relatório de Sitemaps. O guia para enviar o sitemap ao Google Search Console traz o passo a passo e explica cada status.
Quando vale usar um gerador à parte
Os sitemaps do WordPress e dos plugins saem do banco de dados, não do que um visitante ou um rastreador realmente encontra. Um gerador que rastreia o site mostra o segundo retrato. Vale o passo extra quando:
- O site mistura WordPress com outras partes, como uma pasta estática, um construtor de landing pages ou um aplicativo separado no mesmo domínio, e um único sitemap deve cobrir tudo.
- Você suspeita que o sitemap lista páginas que redirecionam, dão erro, estão com noindex ou apontam para outro canônico. O rastreio lista só o que retorna 200 e pode ser indexado, e informa o que deixou de fora.
- Você quer comparar o que o plugin lista com o que de fato é alcançável por links internos, para achar páginas órfãs.
- O tema ou uma camada de cache quebra o sitemap do plugin e você precisa de um arquivo limpo rápido.
Se escolher esse caminho, envie o arquivo gerado para o site e submeta-o no lugar do sitemap do plugin, não além dele. O guia de sitemap XML explica o que o arquivo deve conter.
Confira o resultado
- Abra a URL do sitemap no navegador. Você deve ver XML, não uma página 404 nem o seu tema.
- Procure URLs que você não quer nos resultados de busca: arquivos de tags, páginas de autor, páginas de anexo com pouco conteúdo.
- Passe o arquivo pelo validador de sitemap gratuito para conferir o formato, os limites e o status de cada URL.
Quer ver o que um rastreio do seu site WordPress lista?
Testar o gerador grátis